Olympiakos (Gre)
Galatasaray (Tur)
Hertha Berlim (Ale)
Metalist Kharkiv (Ucr)
Publicado por Gustavo Amaral
Publicado por Alfredo Costa (Skills)
Para quem não sabe, a Antena 1 tem um dos comentadores mais brilhantes da história da rádio em Portugal. O seu nome é Manuel Queirós e faz o Jorge Amado parecer um menino na arte do conto. Tolkien deve estar a condoer-se, no seu túmulo, de dores de cotovelo. Quanto a mim, resta-me, enquanto mero aprendiz da arte da comunicação, aprender com os melhores...e o melhor, meus amigos, é Manuel Queirós!
Estava o F.C.P a mam...encaixar o terceiro golo quando este colosso da História da Feitura de Narrativas tem um rasgo digno de um eleito entre mortais:
I Acto
“Bom...a mim parece-me, sinceramente, que os jogadores do F.C.P. estão a correr bem menos que os do Arsenal...”
Clichy surge em frente a um jogador do F.C.P. e, mais uma vez, apaga Cristian R. Manuel Queirós, tem mais uma epifania e vocifera em tom perfeitamente insuspeito:
II Acto
“Bem...não querendo insinuar nada, penso que há aqui algo de muito estranho que se está a passar com alguns jogadores do Arsenal...eu conheço a forma de jogar do Clichy e nunca o vi correr tanto, muito menos depois de vir de uma lesão. “(será que o poeta está a dar a entender que os rapazes andaram a comer estrelitas misturados com chocapic ou estará mesmo a falar em doping?...a insinuar não está, ele próprio o disse...hum...er...hum...estou confuso...)
70m de jogo, F.C.P. mam...sofre o quarto golo de penalti. M.Q. insurge-se, da forma mais imparcial possível e surpreende, uma vez mais, o mundo dos romancistas:
III Acto
“...ora bem, tecnicamente, é falta, agora, ao nível do critério deste jogo, não é...”
No final do jogo M.Q. remata, qual Reyes das estrofes:
IV Acto
“o Arsenal foi mais forte do que o F.C.P., mas penso que o primeiro golo do Adebayour foi obtido com sorte...e o penalti não devia ser marcado (segundo o poeta vários outros árbitros não marcariam esta falta...parece-me um argumento válido...não?)...”
V Acto
“não se entende..não faz sentido, o miúdo só não devolveu logo a bola e empurrou o adversário...”
6 (pontos) - Depois de, nos últimos jogos, demonstrar algum nervosismo, esteve seguro e transmitiu segurança à sua jovem defesa. Não fez um grande jogo porque a isso não foi obrigado.

7 - Dizem os entendidos que não é lateral direito mas, mesmo não o sendo, é talvez o melhor dos últimos anos. Esteve sempre atento, não concedeu espaços e ainda teve oportunidade de, sem grandes virtuosismos é certo, subir pelo seu flanco e criar perigo na área do Sporting.

5 - Corre muito menos que Leo, mas compensa com inteligência. Não fez um jogo de encher o olho, preferindo remeter-se para tarefas defensivas. Não comprometeu.
7 - Dizer que Yebda é um monstro é talvez a melhor forma de qualificar a sua presença 
8 (homem do jogo) - Reyes é uma incógnita no futebol português. Como é que um jogador deste nível não está nos melhores campeonatos do mundo? Felizmente para o Benfica ele está em Portugal e temos que aproveitar enquanto isso acontece. O Sporting foi mais uma vítima da sua fantasia. Quem tentou contar as faltas sobre ele cometidas precisou das duas mãos e mais umas emprestadas, pois os jogadores do Sporting mostraram-se incapazes de o travar de outra forma. O Benfica ainda tem que se habituar a jogar com Reyes, pois o mesmo parece fazer tudo um pouco mais rápido que os companheiros. Marcou um grande golo que já merecia por esta e outras exibições.
6 - Cansado, diminuído fisicamente, fora de forma… Talvez… Mas com a técnica que tem é sempre importante para a equipa. É daqueles jogadores que parado faz mais que muitos a correr. Conseguiu dar qualidade de passe ao Benfica e transmitir confiança nos lances ofensivos da equipa. Com Aimar e Reyes há garantia de bom futebol.
5 - Neste jogo pouco mais fez que Nuno Gomes. Embora seja um jogador que a qualquer momento pode fazer um grande remate e fazer a diferença, neste jogo essa diferença não surgiu. Conseguiu muitas vezes proteger a bola dando tempo à equipa para subir. E se o remate aos 10 minutos entra…
4 - Uma exibição à Nuno Gomes. Lutou, correu, tentou… Para um defesa talvez a entrega e a combatividade cheguem para, muitas vezes, se fazer grandes exibições, para um avançado não. Há que ganhar lances, provocar desequilíbrios, rematar, algo que neste jogo não aconteceu. Para um jogador jogar tão pouco, jogo após jogo, teria de compensar com uma média de golos “à Jardel” algo que infelizmente não se verifica. Esperemos uma boa exibição contra o Nápoles.
