Uma tardia alusão ao maior desastre da época (estou seguro de que não acontecerá nada pior). Não consegui sequer encontrar uma explicação para o que se passou. Não tive oportunidade de ver o jogo, apenas ouvi o relato e fiquei com uma sensação terrível, que normalmente não acontece. Como sabemos, num relato nunca dá perceber bem como a equipa está a jogar, e até parece, pela maneira efusiva que os relatores nos expõem o jogo, que as equipas estão sempre prestes a marcar golo. E foi neste aspecto que este jogo foi estranho. Na verdade, cada vez que os jogadores do Olympiacos tinham a bola dava realmente em golo, contrariando qualquer relato feito num qualquer jogo que não aquele. Estranho? Talvez... Uma passividade defensiva anormal fez com perdessemos o jogo de forma categórica e que estejamos praticamente arredados da fase seguinte da Taça UEFA. Foi um pesadelo que parecia não ter fim, que parecia que iria durar ainda mais que os noventa minutos de jogo.(a escala é de 0 a 10)
Quim – 3 – Ok, é verdade que não teve culpa em nenhum dos 5 golos, tal como não teve culpa em nenhum dos 6 golos contra o Brasil. Mas… Um Guarda-redes não está lá apenas para defender o que se vê que é fácil, está lá para também fazer a diferença. O Quim não fez a diferença.
Maxi Pereira – 4 – Mais uma vez o nosso melhor defesa (o que não é grande elogio). Teve os seus erros mas tentou dobrar os centrais como pode.
Sidnei – 2 – O Luisão não jogou mas foi bem representado, aquela lentidão e falta de rins tão característica esteve presente na Grécia. Esteve nos 3 primeiros golos do adversário!!! Uma noite para esquecer.
David Luiz – 3 – Se não teve culpa em tantos golos como o companheiro do lado foi porque na grande maioria dos casos nem estava perto quando eles aconteceram. Tentou várias vezes subir no terreno para fazer a diferença e até marcou o golo do Benfica, mas esteve muito mal posicionado em campo provando que ainda não tem ritmo para jogar como sabe.
Jorge Ribeiro – 1 – Não jogou muito mal, teve culpa no primeiro golo e pouco mais. O grande problema é que sem ser no momento em que demos por ele (infelizmente) aos 40 segundos, nunca mais ele foi visto, nem atacar nem a defender. Foi um jogo completamente ausente.
Bynia – 2 – O Obikwelu trabalhava nas obras até que alguém o aproveitou para o atletismo, porque não tentar o mesmo com o Bynia? É que jogar futebol já percebemos que não é a sua vocação. Ele correr corre, e muito, mas quase sempre ATRÁS dos adversários. Não consegue roubar bolas, falha passes absurdos e ainda faz faltas que muitas vezes comprometem a equipa. Como tem aquele cabelo esquisito e farta-se de correr, ainda há quem se baralhe e diga que ele faz muito em campo, mas objectivamente… corre.
Yebda – 3 – Baralhou-se. Não é fácil jogar com o Bynia ao lado mas também não era preciso jogar como ele. Não conseguiu ajudar a defesa nem o ataque, andou por ali no meio campo a ve-los passar.
Ruben Amorim – 4 – Não sabe jogar mal, mas não foi fácil jogar bem. Foi dos que tentou levar a equipa para a frente, lutou por um resultado melhor, mas a certa altura percebeu que não valia a pena e dilui-se com o resto da equipa.
Reyes – 5 – Há que ter pena de ver um jogador destes a jogar numa equipa que jogou tão mal. Parece que estava a jogar no meio de amadores. Marcou um grande golo (que o Nuno Gomes fez questão de anular), fez uma assistência e ainda diversas arrancadas que ninguém acompanhou.
Nuno Gomes – 2 – Esforçou-se, abriu espaços, usou a experiencia, foi inteligente, etc, etc… Aquelas coisas do costume que se usam para avaliar um jogo do Nuno Gomes. Agora objectivamente, anulou um golo ao Reyes quando nem que tivesse
Suazo – 4 – Foi inconformado. Muitas vezes tentou pegar na bola e fazer tudo sozinho, o que, não sendo a melhor opção, era a única hipótese que tinha. Não esteve bem na finalização.
Urreta – 3 – Não entrou bem, mas depois de passado o nervosismo ainda teve tempo de fazer algumas arrancadas e um bom remate. Mais do que alguns jogadores fizeram durante o jogo todo.
Balboa – 3 – Tal como Urreta tentou dinamizar o ataque e até fez uma exibição melhor que em muitos jogos em que jogou mais tempo e a equipa ganhou.
Carlos Martins – 2 – Entrar quase no fim de um jogo em que a sua equipa está a perder 5-1 não é nada fácil, mas não entrou de cabeça baixa, pegou na bola e jogou ao seu estilo, com carácter!
"Vamos Pablito Aimar
Que la Gloria volverá
Como Kempes y El Piojo
Outro Pibe imortal"
Advinhava-se um jogo complicado, a Académica não perdia em casa há um ano mas, ao contrário do que se esperava, o Benfica dominou por completo a equipa de Coimbra (que o ano passado, na Luz, nos humilhou, vencendo por 0-3), fazendo uma exibição segura e organizada durante os 90 minutos de jogo. Entrámos muito bem no jogo, atacando desde logo a baliza adversária e dominando a Académica, mas os minutos foram passando e o jogo do Benfica foi acalmando. Sempre com o jogo controlado, o Glorioso sentia dificuldades em dar profundidade ao jogo, sentindo claramente a falta de um organizador como Katsouranis, C. Martins ou até Aimar. Binya esteve bem a recuperar as bolas e a destruir jogo e Yebda encheu (mais uma vez) o campo, mas nenhum dos dois tem a capacidade natural de sair com a bola controlada e de a entregar criando perigo.
Contudo, Ruben Amorim assumiu um pouco esse papel e, mesmo jogando na direita, pegou no jogo e sempre com grande visão sobre todo o campo, distribui-o de forma irrepreensível, criando boas jogadas de perigo. Até que numa dessas jogadas, numa altura em que o jogo estava adormecido, e depois de uma recuperação de Yebda, a bola sobra para R. Amorim, que faz um grande passe para Nuno Gomes, que segura, espera, olha e inventa, como só ele sabe, um passe que rasga completamente a defesa adversária e descobre o nº 15 que, com grande classe, remata na passada e coloca a bola fora do alcance do guarda-redes. Grande golo, grande jogada.
Nota especial para alguns jogadores: Cardozo tem todas as condições para ser o nosso Júlio Cruz. Esta época tem jogado pouco, com apenas alguns jogos a titular, mas quando é chamado ao serviço, está sempre lá e pronto a facturar, fazendo lembrar o argentino do Inter de Milão, que detém uma média impressionante de minutos/golos por jogo; Ruben Amorim, excelente regresso a confimar que, afinal, é importante na equipa, e aquele que foi a ovelha negra das contratações, afirma-se assim num plantel com mais opções; Nuno Gomes, com uma excelente exibição, e para todos os que o odeiam, ele rubrica exibições deste género, mostrando que, tacticamente, é um dos jogadores mais inteligentes em Portugal, e quem sabe por aí fora...; Reyes fez um jogo excepcional, jogou e fez jogar, e enervou por completos adversários, fazendo o seu jogo, muito serenamente, sofrendo depois as consequências, sendo muito castigado com faltas, algumas duras.Inicio Oficial da Benfica TV!
Um dia histórico para todos os benfiquistas!
(Um pequeno reparo. Aquando da realização deste post, a data para o início das emissões do canal Benfica TV seria 25 de Novembro. Agora, e oficialmente, o canal Benfica TV tem o início ininterrupto de emissões no próximo dia 10 de Dezembro, às 10 horas. Aproveito também para dizer a todos os Benfiquistas que o canal terá sinal aberto, ou seja, sem assinatura. Uma boa notícia, portanto. Todas as informações aqui.)






